Visitação ao Horto Florestal é suspensa pela Prefeitura de Leopoldina
09/02/2018 07:34 em LEOPOLDINA

 

Para prevenir o risco de contaminação por febre amarela, está suspensa a visitação ao Parque florestal Municipal Dr. João Damasceno Portugal, o Horto Florestal de Leopoldina. A decisão, adotada pela Prefeitura, é por tempo indeterminado.

A Secretaria Municipal de Saúde não informou o número de macacos mortos encontrados nas proximidades do Parque, mencionando apenas que primatas já foram encontrados naquelas imediações. As autoridades aguardam Parecer da Fundação Ezequiel Dias (FUNED) para que seja confirmada a positividade ou não da febre amarela nos animais que foram encontrados sem vida.

A Secretaria Municipal de Saúde já iniciou a intensificação vacinal em toda a região limítrofe ao Parque, além da busca ativa, casa a casa, visando atingir os 95% de cobertura da vacina recomendada pelo Ministério da Saúde. Segundo as informações, esta ação está sendo executada das 18h00 às 21h00 com o intuito de alcançar toda a população, principalmente os trabalhadores.

As primeiras localidades que tiveram o atendimento casa a casa, foram os bairros Vale do Sol, Popular e Pedro Brito, contando com a equipe de Saúde composta por funcionários da ESF I – Quinta Residência, ESF IX – Vale do Solo, Polo de Saúde Agostinho Pestana e motoristas da Secretaria Municipal de Saúde.

A coordenadora da Vigilância Epidemiológica da Secretaria de Saúde, Maria Emilia Teixeira de Moraes, explicou que a mesma ação será realizada em todos os bairros limítrofes de mata e empresas do município e que continua a intensificação vacinal nas zonas rurais dos distritos. A Secretaria Municipal do Meio Ambiente solicitou a parceria da Polícia Militar do Meio Ambiente para impedir o acesso de cidadãos ao local. O prefeito José Roberto de Oliveira determinou que as secretarias municipais não meçam esforços para impedir que a doença atinja a população. O trabalho será realizado em conjunto com os agentes de combate a endemias e demais setores da secretaria de Saúde.

Primeiro LIRAa de Leopoldina em 2018 aponta índice de 3,1%

O Setor de Endemias da Prefeitura de Leopoldina, divulgou na quarta-feira, 24 de janeiro, o resultado do primeiro Levantamento Rápido de Índice de Infestação por Aedes aegypti (LIRAa) de 2018. Foi apontado um índice de 3,1%, o que coloca a cidade em estado de alerta segundo o Ministério da Saúde, que prevê um índice aceitável de até 1%. O índice apontado no município é considerado de médio risco. 

Cerca de 1.180 domicílios foram visitados pelos agentes de combate às endemias, em todos os bairros da cidade, entre os dias 11 e 16 de janeiro. Os locais de visita são dividos entre Extrato 1 (região do Bela Vista), Extrato 2 (região central) e Extrato 3 (região da Quinta Residência). Os bairros que tiveram maior número de focos do mosquito foram os da região do Grande Bela Vista, que apontou um índice de 4,1%. A região central obteve índice de 2,9% e a região da Quinta Residência 2,1%. 

O que é a febre amarela?

A febre amarela é uma doença infecciosa febril aguda, causada por um vírus transmitido por mosquitos infestados. Em área rural ou de floresta, os macacos são os principais hospedeiros e a transmissão ocorre pela picada dos mosquitos transmissores infectados Haemagogus e Sabethes. Nas cidades, a doença pode ser transmitida principalmente por mosquitos da espécie Aedes aegypti. Não há transmissão direta de pessoa a pessoa.

Os sintomas iniciais da febre amarela incluem o início súbito de febre, calafrios, dor de cabeça intensa, dores nas costas, dores no corpo em geral, náuseas e vômitos, fadiga e fraqueza.

 

Fonte: O Vigilante

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