Reunião com municípios da Comarca busca soluções para o Pronto-Socorro do Hospital de Cataguases
07/12/2018 07:20 em REGIÃO

 

Prefeitos de Astolfo Dutra, Cataguases, Dona Euzébia, Itamarati de Minas e de Santana de Cataguases, juntamente com seus resepctivos secretários municipais de saúde, além da Mesa Diretora do Hospital de Cataguases e do representante da Federassantas (Federação das Santas Casas de Misericórdia), participaram na manhã desta quinta-feira, 06 de dezembro, no auditório da Casa de Maria, em Cataguases, de um encontro com o Ministério Público através dos promotores de justiça da área de saúde, Rodrigo Ferreira de Barros e Fábio Martinolli Monteiro. O objetivo da reunião foi discutir propostas de coparticipação dos municípios da comarca no financiamento do Pronto-Socorro do Hospital de Cataguases.
 
Desde que foi implantada em Cataguases a rede de Urgência e Emergência e a elevação de status do Hospital de Cataguases para nível dois, o problema de repasse de recursos ao Pronto-Socorro daquela Santa Casa vem sendo motivo de debate entre aquela entidade prestadora de serviço e os municípíos que sempre alegaram já contribuirem com o repasse de verbas diversas. Agora, conforme entendimento do Ministério Público, estes municípios deverão pagar pela utilização do Pronto-Socorro e esta proposta que será apresentada aos gestores na próxima reunião que vai acontecer no dia 10 de janeiro. "O Ministério Público vai trazer uma proposta pronta tomando como base para pagamento o número de habitantes de cada município", informou à reportagem, o promotor Rodrigo Barros.
imageAtualmente a prefeitura de Cataguases é a única da comarca a fazer repasses mensais no valor de R$ 340 mil ao Hospital referentes ao pagamento pelo atendimento feito aos pacientes do SUS no Pronto-Socorro. O Hospital apresentou na reunião desta manhã os números do Pronto-Socorro cuja receita é de R$693.973,72 enquanto tem uma despesa de R$ 760.440,43, sendo que 92% dos atendimentos são feitos pelo SUS e apenas 8% por convênios. A situação de arrocho financeiro vivida pelos municípios em decorrência da falta de repasses de recursos pelo governo do Estado de Minas Gerais foi lembrada no evento e responsabilizada como a principal causa pela situação pré-falimentar da saúde em Minas. O diretor técnico do Hospital de Cataguases, médico Nivaldo Santos Gribel (foto ao lado), foi enfático ao dizer que "o sistema de saúde colapsou literalmente na ponta, pois não há médico para dar plantão", afirmou. E completou o cenário caótico dizendo que o atraso no pagamento dos médicos chegou a cinco meses. Bill Crepaldi, provedor do Hospital acrescentou não saber como nem quando vai pagar a folha salarial de novembro e o décimo terceiro salário.
 
 
 
Fonte: Marcelo Lopes
 
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