Leopoldina festeja Padroeiro São Sebastião de 11 a 20 de janeiro de 2019
11/01/2019 10:44 em LEOPOLDINA

 

O Pároco da Catedral de São Sebastião, Padre Flávio da Silveira de Souza, tendo como Coordenadores Leonardo Vargas Conte Montenário e Nicolau Buonincontro Ribeiro, estão à frente da organização dos festejos em honra a São Sebastião que serão iniciados nesta sexta-feira, dia 11  de janeiro de 2019, com Novenas todos os dias, às 19:00 horas, até o dia 19 de janeiro, sábado e terá seu ponto alto no domingo,  dia 20 de janeiro, data consagrada ao Mártir da Igreja Católica Padroeiro da Catedral e Padroeiro do Município de Leopoldina.

No dia 20 de janeiro de 2019, apesar de ser um domingo, será feriado em Leopoldina e a programação para a data é extensa e este ano não terá a tradicional Alvorada.  A programação oficial enviada ao Jornal Leopoldinense anuncia o seu início às 07:00 horas com Missa na Catedral. Após a Missa, às 08h30min, terá início uma procissão com a Imagem de São Sebastião sendo conduzida por membros da Polícia Rodoviária Federal com a participação de cavaleiros, ciclistas e motoristas saindo da Catedral em direção ao Parque de Exposições José Ribeiro dos Reis, onde, às 10:00 horas, haverá Missa celebrada pelo Administrador Apostólico Dom José Eudes Campos do Nascimento.

Logo após a Missa terá inicio, às 11h30min, o leilão de animais e pequenas prendas. Simultaneamente e até às 14:00 horas, acontece no salão de festas da Coopleste, o tradicional almoço beneficente cujos ingressos estão sendo vendidos antecipadamente com a Comissão Organizadora na Catedral de São Sebastião telefone: (32) 3441 4411 e com os Ministros Extraordinários da Eucaristia.

No início da noite, a partir das 18h30min, haverá Procissão saindo do Parque de Exposições com destino à Catedral de São Sebastião onde será celebrada a Missa de Encerramento às 19:00 horas.

A Festa de São Sebastião deste ano tem o apoio da Coopleste, Prefeitura de Leopoldina, Polícia Militar, Associação Comercial, Industrial, Agropecuária e Serviços de Leopoldina, rádios e jornais de Leopoldina, Farid Calil Neto e voluntários sob orientação do Pároco da Catedral, Padre Flávio da Silveira Souza e do Administrador Apostólico Dom José Eudes Campos do Nascimento.

A história de São Sebastião

A reprodução do martírio de São Sebastião, amarrado a uma árvore e atravessado por flechas é uma imagem milhares de vezes retratada em quadros, pinturas e esculturas, por artistas de todos os tempos. Entretanto, nem todos sabem que o destemido Santo não morreu daquela maneira. O suplício das flechas não lhe tirou a vida, resguardada pela fé em Cristo. Vejamos como tudo aconteceu.

Sebastião nasceu em Narbônia, na Gália, atual França, mas foi criado por sua mãe em Milão, na Itália, de acordo com os registros de Santo Ambrósio. Pertencente a uma família cristã, foi batizado ainda pequenino. Mais tarde, tomou a decisão de engajar-se nas fileiras romanas e chegou a ser considerado um dos oficiais prediletos do imperador Diocleciano. Contudo, nunca deixou de ser um cristão convicto e protetor ativo dos cristãos.

Ele fazia tudo para ajudar os irmãos na fé, procurando revelar o Deus verdadeiro aos soldados e aos prisioneiros. Secretamente, Sebastião conseguiu converter muitos pagãos ao cristianismo. Até mesmo o governador de Roma, Cromácio, e seu filho Tibúrcio foram convertidos por ele. Em certa ocasião, Sebastião foi denunciado, pois estava contrariando o seu dever de oficial da lei. Teve então, que comparecer ante ao imperador para dar satisfações sobre o seu procedimento.

O imperador da época era ninguém menos que o sanguinário Diocleciano, que lhe dispensara admiração e confiara nele, esperando vê-lo em destacada posição no seu exército, numa brilhante carreira e por isso considerou-se traído. Levado à sua presença, Sebastião não negou sua fé. O imperador lhe deu ainda uma chance para que escolhesse entre sua fé em Cristo e o seu posto no exército romano. Ele não titubeou, ficou mesmo com Cristo. A sentença foi imediata: deveria ser amarrado a uma árvore e executado a flechadas.

Após a ordem ser executada, Sebastião foi dado como morto e ali mesmo abandonado, pela mesma guarda pretoriana que antes chefiara. Entretanto, quando uma senhora cristã foi até o local à noite, pretendendo dar-lhe um túmulo digno encontrou-o vivo! Levou-o para casa e tratou de suas feridas até vê-lo curado.

Depois, cumprindo o que lhe vinha da alma, ele mesmo se apresentou àquele imperador anunciando o poder de Nosso Senhor Jesus Cristo e censurando-o pelas injustiças cometidas contra os cristãos, acusando-o de inimigo do Estado. Perplexo e irado com tamanha ousadia, o sanguinário Diocleciano o entregou à guarda pretoriana após condena-lo, desta vez, ao martírio no Circo. Sebastião foi executado então com pauladas e boladas de chumbo, sendo açoitado até a morte, no dia 20 de janeiro de 288.

Os algozes cumpriram a ordem e, para evitar a sua veneração, foi jogado numa fossa, de onde a piedosa cristã Santa Luciana o tirou, para sepulta-lo junto de São Pedro e São Paulo. Posteriormente, em 680, as relíquias foram transportadas solenemente para a Basílica de São Paulo Fora dos Muros, construída pelo imperador Constantino. Naquela ocasião em Roma a peste vitimava muita gente, mas a terrível epidemia desapareceu na hora daquela transladação. Em outras ocasiões foi constatado o mesmo fato; em 1575 em Milão, e em 1599 em Lisboa, ambas ficando livres da peste pela intercessão do glorioso mártir São Sebastião.

No Brasil, diz a tradição, que no dia da festa do padroeiro, em 1565, ocorreu a batalha final que expulsou os franceses que ocupavam a cidade do Rio de Janeiro, quando São Sebastião foi visto de espada na mão entre os portugueses, mamelucos e índios, lutando contra os invasores franceses calvinistas. Ele é o protetor da Humanidade, contra a fome, a peste e a guerra e é claro do cartão postal do Brasil, a cidade maravilhosa de São Sebastião do Rio de Janeiro.



(Fontes: Secretaria Paroquial da Catedral e Edições Paulinas)/ Jornal Leopoldinense

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